Segunda-feira, Fevereiro 21, 2011

Mudança


Sem textos, sem pensamentos ... apenas considerações enquanto eu movo estas caixas pesadas de lugar! Está mais do que na hora de mudar isso aqui. Sim, é hora de arrumar a casa.

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2011

O Tempo.


Isso aqui tá um prato cheio pra quem me detesta! Na boa ... como costumamos dizer por aqui. Meses se passaram e a coisa não andou nem pra lá, nem pra cá ( pobre Elis se ousasse me cantar... falo da Elis Regina, claro). Tudo aquilo que sempre me confeccionou com perfeição já não me serve mais. Eu continuo um resumo muito mal feito de todos os textos abaixo, e embora eu tente em vão lembrar onde foi que eu deixei tudo isso tão vago, eu não sei  qual peça que está faltando afinal? Quase morro! Todo os dias morro um pouco! Nem deu de notar que o ano mudou. Não deu de notar nada! Não deu de sentir nada! E faz tempo! Tempo? Não adianta nada! Eu sei ... eu sei. Estou perdendo esse jogo ... que merda!

Terça-feira, Novembro 30, 2010

Confessionário.



De todas as dezenas de vezes que resolvi me afastar daqui (ou não tive escolha ... que seja) essa foi a ausência que mais me doeu. Ainda ontem eu li num livro que " a verdade queima tudo por dentro, até saltar pra fora." Infelizmente não me recordo do nome da autora desta frase, tão pouco o nome do livro, talvez porque eu estivesse muito ocupada queimando minhas verdades pueris aqui dentro de mim. Alías, nada mais possuo de inteiramente meu, além dela, dessa verdade obsoleta, escassa, quase inebriante que me consome devagar. É ausência, é vazio, é falta de sentido, é dor.  E há muito já passou do estágio de sangrar tudo (e coincidentemente estou doente), a dor deixou de ser física, é um câncer que se espalhou pela essência da coisa toda aqui dentro me devorando com certa dinâmica, invejável, eu diria. Em contraponto, eu estaria bem. Estou bem. Tenho um amor, eu acho que sim, que tenho. Tenho amigos também. Mas confesso que nem meu amor, nem meus amigos conseguem extrair de mim essa estranha sensação de não estar conseguindo, de tornar-me um ser incapaz, de não ter mais forças ... de estar perto do fim sem que absolutamente nada aconteça. Falta-me destreza para desfarçar o borrão que existe na tela exposta na parede, falta-me euforia, falta-me alegria, faltam-me sonhos ... falta-me coragem de cuspir tudo que está preso a minha garganta, para que eu então ... respire!

"...quero ter alguem com quem conversar, alguem que depois, não use o que eu disse, contra mim ..." (Renato Russo)

Segunda-feira, Agosto 23, 2010

Pensamentos V

Pensamento 5:
" Vou parar de pensar e escrever ... porque agora, só agora todos os meus sentidos entraram em erupção ao mesmo tempo."

Declaro: Vejo, ouço, sinto, toco e beijo.

Terça-feira, Agosto 17, 2010

Pensamentos IV

Pensamento 4:
Não consigo arrumar uma forma de voar e ser feliz ... acho que estou muito pesada!
"Vem comigo num domingo voar no meu balão ... e isso é uma loucura" (Cachorro Grande)

OBS: Preciso parar de pensar e escrever de uma vez, já que eu sei do que se trata, mesmo que eu esteja assim, tão pesada!

Quinta-feira, Agosto 05, 2010

Uma questão de bom humor!


Diálogo em três tempos e no mais perfeito "gauchês urbano"! Formas explícitas de como ser uma perfeita idiota!

Ato 1 - Sábado a tarde ...
(namo) Acho que hoje vou pra festa.
(eu) mas eu te falei que hoje tem churras da minha turma, não sei se vou na festa.
(namo) tudo bem, mas quem sabe a gente se encontra lá mais tarde, achas que rola?
(eu) se eu não for tu vai igual?
(namo) hahahahahahahaha!
(eu) Tudo bem, se acabar cedo o churras eu vou na festa, se não eu vou dormir na casa da minha amiga ok?
(namo) ok!

Ato 2 - Sábado a noite ... depois do churras ... na frente da festa ...
(eu) Oi!
(amiga da namo) Oi!
(eu) Visse se a minha namo já entrou?
(amiga da namo) Já entrou sim.
(eu) quanto ta o entre?
(amiga da namo) ta dez!
(eu) porra!
(amiga da namo) Desculpa não colocar teu nome na lista, mas fechei em cima da hora e não sabia teu sobrenome.
(eu) Ah tudo bem, minha namo nem tem meu Orkut mesmo!

Ato 3 - Sábado, madrugada, pessoas bebendo e cantando Lady Gaga ... dentro da festa...
(namo) OI! ACHEI QUE NEM IAS VIR MAIS
(eu) EU TAMBÉM! TÁ LEGAL A FESTA NÉ?
(namo) SIM ... FESTA DE GRAÇA É SEMPRE LEGAL, SE MEU NOME NÃO TIVESSE NA LISTA TERIA PAGO DEZ PAU!
(eu)

OBS: Seria muito pior com guampas! Né? 

Segunda-feira, Agosto 02, 2010

Pensamentos III

Pensamento 3:
"A sensação de estar duelando sem escudos ou armaduras torna-se perturbadora, se repentinamente o oponente arranca-lhe a espada num golpe brusco ... e em segundos decide não te matar"

Sexta-feira, Julho 30, 2010

Pensamentos II

Pensamento 2:
" Se não me quer, não me provoca; mas se insistir em provocar, minha querida ... aguente as consequencias: dê um ataque estérico, arranque os cabelos e finja que está tudo bem, assim como eu sempre faço quando tu me tira do sério. Pensou que seria fácil brincar comigo?"

Quarta-feira, Julho 28, 2010

Pensamentos I

Para explicar:
Acho que não vou mais falar em vão sobre o que sinto, ao menos por enquanto, não vou mais pensar em nada que não exija o mínimo de compaixão reflexiva da minha parte. Resolvi deixar para trás  ... não quero mais discutir e nem dar motivos para isto. Não quero mais brigas infundadas e por conta disso, não quero produzir textos que me causem arrependimentos posteriores! Apenas exponho meus infames pensamentos, assim, em um parágrafo! Da forma mais desaforada que eu achei, já que me recuso a contar para alguém o que estou sentindo. Mas fico me perguntando se estar aqui não é uma forma de contar para todo mundo? Irônico não?

Pensamento 1: 
Sou só mais uma fruta em uma bela salada de frutas, se "ela" acha que estou tocada, madura demais ou até um pouco verde, ela simplesmente come outra!

Terça-feira, Julho 27, 2010

Lembranças vermelhas


Acordei com a imagem de um sorriso que há muito não vejo. Com a lembrança de um cheiro que há muito não sinto. Acordei mais um dia presente na ausência dela. Lembro-me de tudo de maneira tão intensa, que mesmo inerte em mim, as vezes me dói em vão. Latente saudade do que não tenho mais. Quando "ter" era mais do que um simples verbo para mim, era estado de espírito, e o "ser" já não fazia a menor diferença e esse sim, sempre foi só mais um verbo, de fato.
Tenho vergonha até de escrever palavras a mais do que realmente posso. Eu a expulsei da minha vida de maneira tão torpe e pueril que até as vezes até me pego pensando o porquê. Depois deixo pra lá, já que não vale mais a pena compreender quaisquer razões. Deixei que ela corresse livre para bem longe de mim, e assim ela o fez. Foi-se para nunca mais voltar. Por mais que eu acredite que nunca é um pouco demais e o longe não é nada aqui perto, foi exatamente isso que aconteceu. 
São tão breves minhas palavras, quanto minha saudade. Ela vem e vai ... feito onda no mar. É só saudade mesmo. Não é falta do beijo e nem a falta do sexo que eu não tive. É a falta da alma dela. Do estado de espírito debochado e da  autossuficiencia encantadora. Daquele jeitinho irônico de resolver as coisas que parecem estar sem saída. Das danças com o rosto colado no meu, do cheiro dos cabelos dela no meu rosto, da pele dela na minha, do abraço carinhoso e do olhar temperamental, do encanto ... da amizade talvez. Não sei. Apenas compreendo que é difícil encontrar algo que perdi já faz tempo, mas talvez não seja tarde para começar a procurar, quem é que vai saber?

"As ondas de carinho, levaram as palavras, mas eu sigo indo ..." - Vitor Ramil

Sexta-feira, Junho 18, 2010

Coletânea (Só para desabafar)


Hoje não vim me colocar entre as intenções das minhas palavras, não desejo torná-las leves e muito menos pesadas. Desejo simplesmente escrever. Eu vim apenas espiar um pouco da minha ausência por aqui. Soprar um restinho de esperança que ainda deve residir dentro de mim. Longe de formatações, contextualizações e outros tantos cuidados, que embora empíricos, sempre me esmero para que as "coisas contadas" aqui fiquem ao menos legíveis, não só aos meus olhos, mas aos demais que por aqui aportam. Entretanto, juntei pedaços do que estou sentindo, uma coletânea (pequena) das coisas que percebo até aqui, que feliz, ou infelizmente aconteceram em minha vida. Sinto saudade de passear pelos blog's no meu café da manhã, o que me causa fome de sonhos, de sensações, de vida. É que andei ocupada, chorando, confesso. Por perdas irreparáveis que a vida não pode mais consertar. Não, não levei nenhum "pé na bunda" fenomenal desta vez (a quem não sabe dessa história, um dia conto aqui, e hoje ela até ganhou ares cômicos, mas enfim), digo que o amor não é culpado pela dor que sinto, a vida em si é que tem culpa. Se é que realmente tem. Mas temos essas manias de culpar  alguém ou algo por qualquer coisa que nos ocorra de ruim. Mas no processo, não procurei (e não procuro) entender ou buscar culpados, procurei afeto. E basta. Isso sim, e de todas as formas possíveis! Busquei abraço de amigo e beijo de namorada e percebi que quando se quer muito bem a uma pessoa, a forma em que demonstramos isso é o que menos importa, desde que seja exposto. Faz bem! Em meio a dias tão tristes, percebo amor para mim. Percebo amor em mim também. Como sempre gostei de falar, trata-se de PERMITIR-SE. Fiquei aberta para doar e receber e olha que desta vez nem estou usando o pejorativo! Estou doando minha alegria antes que ela se acabe. Estou doando meu amor antes que ele petrifique, estou doando minha amizade antes que ela se perca. Tudo isso, porque estou recebendo demonstrações explicitas de que de nada vale colecionar mágoas, rancores, decepções como se fossem medalhas de "honra ao mérito" por toda a dor que um dia vivemos. Porque no fim, no último dia mesmo, quando formos embora, isso fica no ar, e para quê? Para quem? 

Sexta-feira, Maio 21, 2010

Agradecimentos e música.

Olá meus caros ... vim rapidamente agradecer o carinho de vocês por mim. E dizer que já estou melhor, mas minha vida ainda tá virada! Mas em breve volto para a beira do meu "Cais" pra "contar" um pouquinho, coisa que tanto gosto de fazer! E ler um pouco de vocês, é claro! Pois sinto falta dos meus passeios diários pelos blogs, hehehehe!
Muito obrigada mesmo por todas as palavras de carinho que recebi neste período de ausência.
Até breve.
Deixo música, porque sempre faz bem.

Abraço
Elis


Tempo Perdido (Legião Urbana)





Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...

Domingo, Maio 09, 2010

Licencinha!

Queridos marinheiros que passam pelo meu cais, por motivo de força "muito maior" ... vou precisar passar um tempo hospitalizada para continuar um tratamento de saúde. Neste tempinho, deixo aqui na beira do meu cais meu desejo de estar de volta em breve interagindo com todos que carinhosamente jogam pedrinhas no meu cais. 
Sejam alegrias ou tristezas, realidade ou ficção, o importante é sentir. E eu sinto. E espero, em breve, voltar para "contar" tudo aqui, na beira deste cais.
Abraço
Elis

Segunda-feira, Maio 03, 2010

Tão longe de tudo.



"Na ausência de palavras e diante da minha vergonha em sentir: canto. Pois neste momento é a unica forma que tenho de tentar me definir".  - Elis.
Tão longe de tudo
Solidão amiga do peito
Me dê tudo que eu tenha por direito
Me diga, me ensina
Ao dormir não sinto medo
Há um sol, existe vida
Me trate com jeito
Eu tenho saída
Eu quero calor e o mundo é frio
Minha vaidade não enxerga o paraíso
Eu preciso de alguém pra fugir,
sem avisar ninguém
Não vou olhar pra trás
A saudade está morta
E já não me importa
Está longe demais
Longe demais de tudo
Eu estou longe demais
Longe demais de tudo
Eu estou longe demais
Tão perto de mim
Tão longe de tudo
(Barão Vermelho)

Sexta-feira, Abril 30, 2010

Blogagem coletiva. Tema: Outono


(Aos marinheiros que atracam no meu Cais e ao pessoal do Blog Espaço Aberto).

Sobre a blogagem coletiva, é uma belíssima iniciativa da turma do blog Espaço Aberto – Um blog para todos. http://um-blog-para-todos.blogspot.com  O tema sugerido foi Outono. Para tanto, eu não teria a ousadia de escrever um poema, pois até hoje nunca me atrevi a isto, pois o que faço em meu blog é “contar”. Eu conto o que aconteceu, o que pode acontecer e o que teria acontecido com meus personagens, sem grandes pretensões literárias, apenas sinto e escrevo. Dessa forma, participo com carinho da primeira blogagem coletiva da única forma que sei fazer: levando um dos meus personagens até esta belíssima estação.

Abraço a todos os leitores do Cais, e para a turma do Espaço Aberto,em  especial ao Elcio que visita meu Cais.
Abraço
Elis.


Lembranças de Outono (Em tempos de renovação).



- Espera mais um pouco, não desliga!
- Ah sem essa de “quero ouvir a tua voz” já falamos tudo que havia para ser dito.
- Não precisa falar assim comigo, precisa?
- Preciso! Queres me dizer mais alguma coisa, fala de uma vez.
- Quero.
- Então fala, eu to aqui.
- Eu também!
- Eu também o quê?
- Eu também to aqui.
- Ah tá! Não adianta me fazer rir, que não vou mudar minha opinião.
- Não achas que está frio demais para ser outono?
- Tu ta de sacanagem comigo né? Vou desligar.
- Acha ou não?
- Acho sim, e daí? O que isso tem haver com a gente?
- Já percebeste que sempre caem folhas das árvores nessa época do ano? E elas vão acabar caindo mais rápido este ano por causa desse frio em excesso. Tu sabes né? As folhas perdem suas propriedades, ficam amarelas, secas e morrem eu acho. Caem. Ficam no chão, mas o vento leva. Tem o inverno todo para isso. Acho que só na primavera nascem folhas novas, bonitas e verdinhas.
- Viraste uma sapatona ambientalista agora? Era só o que faltava!
- Não, não virei não, só queria te dizer, antes que tu desligues que eu entendo.
- Ah entende? E o que exatamente tu entende? Posso saber?
- Que o tudo que vem em excesso destrói. Nosso amor perdeu suas propriedades, ficou amarelo, seco, morreu eu acho. E o que sobrou vai ficar caído no chão, mas o vento leva, afinal, tem o inverno todo para isso. Mas acho que na primavera nasce outra vez.
- O que nasce outra vez? o nosso amor?
- Não né? Um novo!     ...     Alô? Alô!? 

Terça-feira, Abril 27, 2010

Declaração para a minha falta de amor.


Mesmo que por um segundo, acredito ter todo o controle da situação: Fim de tarde, duas ou três ligações com sugestões para a noite que se aproxima, uma boa lingerie, um bom vinho só por garantia, talvez bombons (que na ausência de flores, cortejam muitíssimo bem). E fico prontinha para entrar em combate. Tem sido assim, há um pouco mais de um ano, talvez dois, nem sei mais. Por algumas noites acho graça nisso e faço coisas pouco humanas como agir por instinto para sobreviver. Não sei me ausentar do que julgo necessário. Como um rato catando migalhas, eu me alimento do que foi derramado, do que não serviu, do que foi jogado, abandonado. Não tem gosto bom! Talvez por isso vinho e bombons sempre caiam bem. Um dia tentei flores, mas confesso, fiquei um tanto constrangida com tamanha sutileza não transportarem amor nenhum. É ausente mesmo. O vazio transborda ausência em mim o tempo todo. É como tragar um cigarro, nunca é só fumaça, por mais que seja assim mesmo que pareça. Já não sinto mais nada que seja menos importante do que um dia precisei. Nem mais me dou ao trabalho de chorar! Minhas lágrimas são partes do meu amor no estado líquido, que verte dos meus olhos, quando meu coração está cheio demais. Mas já não há o que ser derramado em mim. Já não há mais buscas. Já não vejo mais nada capaz de abrir portas ou me propor novos rumos, e pela primeira vez percebo a escassez da coisa toda escoando por entre meus dedos, e me arde inteira. E corro para longe da dor, já que mesmo por um segundo, acredito: perdi, sim, todo o controle da situação. 

"Becos escuros
Ruas desertas
Sombras, sussurros
Noites e frestas
Frio na espinha
Beijos roubados
Sexo e vertigem
Amor e pecado..."
(Barão Vermelho - A chave da porta da frente)

Sexta-feira, Abril 23, 2010

A despedida de Saturno ( porque o retorno foi foda)



Nem vou tentar deixar isso aqui estruturado ao ponto de se parecer com “uma das minhas visitas aqui neste cais”, nada de sentimentalismos espessos, lirismos pueris, palavras ásperas, luxúria, nada! Eu vim apenas respirar, já que em menos de 24 horas vou mandar meus 29 pro inferno! Assim, sem escalas! Eita idadezinha complicada! Nunca mais duvido dessa história do retorno de Saturno! Porra de Saturno! Não tinha nada que retornar! Tinha era que ter ficado quieto no canto dele! Minha vida virou completamente. Parei de beber ...  fumar então, sem comentários!  Oscilei de “pé na bunda a trombose” e a culpa disso é o movimento dos planetas? Ah não né? Tenha dó! Mas agora deu! Me acordei com quase trinta e decidi que deu! Cortei o cabelo, comprei roupa nova, fui pra terreira (afinal é dia de São Jorge), voltei a estudar, coloquei meu charminho no bolso, vesti um sapato,comprei um vinho, soltei minha lábia e fui ... tchau Saturno! “Até nunca mais”.

Quarta-feira, Abril 14, 2010

Luz ( mesmo que só em pensamento)


Para as poucas mulheres que tiveram a competência de me fazer feliz!
(Para ler ao som de Katia B., Roberta Sá, Ana Carolina, Maria Gadú, ou outra ... tanto faz)

Ultimamente não tenho me dado ao luxo de desabafos e me parece contraditória esta sentença para quem tanto gosta de prosear. Mas confesso que não é por falta de amigos não, é por sentir-me de certo modo enclausurada dentro de nem sei o que. Quando não consigo explicar-me a mim mesma, tenho a maior preguiça de tentar fazer isso para os outros! Por esta razão, entre outras, escrevo. Me acalma e fica ali, quietinho e despejado! Às vezes pousa suave, outras faz pouso forçado. Que seja! Mas nem a densidade, nem o romantismo de escrever retiraram-me este ar nostálgico que permeia meu céu. Tenho escrito tão pouco, trechos cada vez menores, sucintos, incisivos, escassos. Com bom humor, é verdade. Triste, nem tanto. Certa inquietude, permeável aos meus pensamentos, eu diria, sopram-me calmamente anseios ao pé do ouvido. Incertezas que um dia foram decoradas com laço de fita vermelha e flores do meu jardim, que foram iluminadas à luz de velas, que foram perfumadas com incensos, e decoradas com pétalas de rosas em lençóis brancos de cetim. Dúvidas que me permitiam sonhar enquanto eu dançava meu samba preferido, que banharam meu corpo devagar com todos os toques e todos os gostos que se podia sentir. Impulsos que me arrancavam gargalhadas no fim de cada partida do jogo que eu mesma inventei; que me faziam chorar cada vez que meu ciúme me corria em vão. Declarações em verso e prosa que saciavam minha fome e matavam minha sede no fim de cada novo texto escrito, palavras capazes de destruir completamente essa minha imagem de menininho sacana que eu insisto em compor! Isso só me faz lembrar as inúmeras vezes em que entreguei aos toques certeiros e precisos de algumas mulheres que tiveram a competência de me fazer feliz. Não foram muitas, mas ainda bem que também não foram poucas. Acho graça ao lembrar que o avesso da minha luxúria é tão romântico! C A F O N É R R I M O! Para quem curte tanto sexo por si só, ficar escrevendo cartinhas, bilhetinhos, presentinhos, florzinhas, compor musiquinhas e arrumando jantarzinho a luz de velas é o fim da picada! Sempre afirmei que a minha vida era regida pela putaria do velho rock’n roll e o romantismo de um bom samba de bossa! Me lembro bem. Lembranças, sim ... que flutuando iluminaram um pouquinho o meu pensamento, pensamento de menina ... tão menina! Muito mais do que eu realmente desejo ser e menos apaixonada do que realmente deveria estar. Até quando? Até quanto?

Quinta-feira, Abril 08, 2010

A dança




Pequeno texto para a minha pequena, que nem é minha, e nem é assim, tão pequena ...
Para ler ao som de Roberta Sá

Eu me peguei pensando nela, mas nada que fosse tanto assim, então não posso me dar ao luxo de escrever demais. Serei sucinta portanto. A questão é que eu fico hipnotizada pelo balançar da cintura dela! É isso mesmo! Já vou dizendo assim, logo de cara! E ao melhor estilo Cazuza eu também estaria “procurando vaga, uma hora aqui e outra ali, no vai e vem dos seus quadris”. Quando ela dança, ela me provoca, ela me deseja com o gingado das suas coxas e ao mesmo tempo me recusa com a profundidade do seu olhar. Abraça-me inteira com a espontaneidade do seu sorriso e depois escorrega mansinha por entre meus dedos afoitos, para começar tudo outra vez. Determinada e impetuosa, ela acaba com a supremacia de qualquer mulher que ousar possuí-la, e permite-se ao homem que for capaz de conquistá-la. A dicotomia refletida pelo seu interior é capaz de provocar um duelo entre dois distintos cavalheiros medievais, pois consegue passear pela sexualidade alheia sem o menor pudor, e faz isto muito bem! Sem utilizar-se de rótulos, provoca mulheres e deseja homens, como a simples função de respirar! Essencial função eu diria. Sempre a desejei, mas nunca a quis, de fato! Ela sempre me evitou e nunca me beijou, e isto não me incomoda e é apenas mais um fato: literário, real, poético, sonoro... mas que seja apenas fato!

... e até a próxima vez!

Quinta-feira, Abril 01, 2010

Um pouquinho de música no café da manhã!