Coletânea (Só para desabafar)
Hoje não vim me colocar entre as intenções das minhas palavras, não desejo torná-las leves e muito menos pesadas. Desejo simplesmente escrever. Eu vim apenas espiar um pouco da minha ausência por aqui. Soprar um restinho de esperança que ainda deve residir dentro de mim. Longe de formatações, contextualizações e outros tantos cuidados, que embora empíricos, sempre me esmero para que as "coisas contadas" aqui fiquem ao menos legíveis, não só aos meus olhos, mas aos demais que por aqui aportam. Entretanto, juntei pedaços do que estou sentindo, uma coletânea (pequena) das coisas que percebo até aqui, que feliz, ou infelizmente aconteceram em minha vida. Sinto saudade de passear pelos blog's no meu café da manhã, o que me causa fome de sonhos, de sensações, de vida. É que andei ocupada, chorando, confesso. Por perdas irreparáveis que a vida não pode mais consertar. Não, não levei nenhum "pé na bunda" fenomenal desta vez (a quem não sabe dessa história, um dia conto aqui, e hoje ela até ganhou ares cômicos, mas enfim), digo que o amor não é culpado pela dor que sinto, a vida em si é que tem culpa. Se é que realmente tem. Mas temos essas manias de culpar alguém ou algo por qualquer coisa que nos ocorra de ruim. Mas no processo, não procurei (e não procuro) entender ou buscar culpados, procurei afeto. E basta. Isso sim, e de todas as formas possíveis! Busquei abraço de amigo e beijo de namorada e percebi que quando se quer muito bem a uma pessoa, a forma em que demonstramos isso é o que menos importa, desde que seja exposto. Faz bem! Em meio a dias tão tristes, percebo amor para mim. Percebo amor em mim também. Como sempre gostei de falar, trata-se de PERMITIR-SE. Fiquei aberta para doar e receber e olha que desta vez nem estou usando o pejorativo! Estou doando minha alegria antes que ela se acabe. Estou doando meu amor antes que ele petrifique, estou doando minha amizade antes que ela se perca. Tudo isso, porque estou recebendo demonstrações explicitas de que de nada vale colecionar mágoas, rancores, decepções como se fossem medalhas de "honra ao mérito" por toda a dor que um dia vivemos. Porque no fim, no último dia mesmo, quando formos embora, isso fica no ar, e para quê? Para quem?



11 Comentários:
esse desabafo, por vezes, é o essencial. Cru, sem temperos nem molhos por cima. O que sentimos sendo derramado nas teclas e na tela do computador. E que bom que você tem esse espaço. E que bom que isso lhe fez bem. Sem rancores, sem guerras- desarmada. Está certíssima. Um beijo, Deia
Este comentário foi removido pelo autor.
este desabafo é nosso!...
mas por fim meio a tantos desencontros sempre percebemos que a vida é bela!...
bjos elis!!!
"Estou doando minha alegria antes que ela se acabe. Estou doando meu amor antes que ele petrifique, estou doando minha amizade antes que ela se perca."
Mas o que você não sabe ainda, talvez porque só o tempo vai lhe trazer depois da ferida cicatrizar, é que, ao invés de acabar, petrificar e perder, você vai é multiplicar - porque inevitavelmente é o que acontece com quem se doa e entrega assim, dessa maneira inteira, ainda que pela metade.
Lindo desabafo e conclusão, Elis. Que a dor venha pra nos tornar sempre melhores. Amém.
Um beijo enorme e cheinho de carinho
Que teus regressos lhe sejam sempre dulcíficos, Elis, do mesmo modo como queria o Caio Fernando Abreu.
Carinho.
Continuemos...
Obrigada pela visita Elis,
Diante deste teu desabafo, deixo-te um comentário que um amigo me deixou lá no Felina: ..que o sofrimento é o maior dos professores .Êle nos ensina queiramos ou não aprender .Ela me disse também que nunca perdemos pois cada dor é aprendizado e cada aprendizado é lucro para nossas almas .Quanto mais você sofre mais facilmente encara os sofrimentos futuros .
Um beijo...volte sempre.
a vida é um grande desabafo, aproveite os intervalos...
Maurizio
Elies, muito obrigada por sua carinhosa visita. Quanto ao se desabafo, muitas vezes precisamos mesmo. E esses desabafos escritos que grande poder. É como se tirássemos da alma, um pouquinho da dor e da tristeza.
Um grande beijo
Viver é mais simples do que imaginamos. É que gostamos de complicar as coisas no final e no meio também.
beijos
Minha querida amiga, que lindo isso aqui. Confesso que ainda estou a colecionar minhas "medalhas de honra ao mérito", mas fico feliz que alguém tenha dado vazão aquilo que pretendo dizer mas não sei como, mais feliz ainda que tenha sido você. Saudades, de sua amiga de Brasília que aguarda sua visita aqui no cerrado, com umidade de menos de 20%.
Querida amiga.
Fiquei com uma frase
ecoando em meu coração:
é preciso doar alegria...
É esta alegria que
nos torna vivos
e nos enche de sentidos
para a vida.
Dias de paz para ti.
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